Mulheres são protagonistas de hackaton no Recife

Evento, promovido pelo programa MINAs, do Porto Digital e com a apoio do SoftexRecife, buscou fomentar a equidade de gênero dentro do parque tecnológico

 

Uma maratona de programação composta só por mulheres movimentou o ecossistema de TIC do Recife, nos três últimos dias do mês de agosto. Foi o Hack das MINAs, um evento promovido pelo Porto Digital e com o apoio do SoftexRecife, que reuniu programadoras, designers, profissionais ligadas ao desenvolvimento de software e empreendedoras para desenvolver negócios inovadores. Com o tema “Impacto Social – Soluções para populações vulneráveis”, o hackaton aportou com tudo no Apolo 235, no Bairro do Recife.

 

O Hack das Minas teve o objetivo de estimular a participação e o empoderamento feminino no ecossistema de TIC da capital pernambucana, uma vez que o setor de tecnologia ainda é um ambiente predominantemente masculino. “Nossa intenção é aumentar as oportunidades e a presença das mulheres no nosso parque tecnológico, em um cenário de negócios suportados por inovação e criatividade’’, argumentou Amanda Lopes, analista de Inovação e Pessoas do Porto Digital.

 

A maratona teve início ainda na noite da sexta-feira, dia 30 de agosto, com apresentações sobre impacto social e os primeiros momentos de integração entre as participantes. No segundo dia, as equipes foram formadas e deram o pontapé inicial na elaboração dos projetos. Elas também participaram de sessões de mentoria e oficinas ao longo do dia, que ajudavam no desafio de criar as soluções. Ao todo, foram formadas 10 equipes, todas com nome de mulheres: Marsha P. Johnson; Angela Davis; Frida Kahlo; Maria da Penha; Pagu; Dandara; Ada Lovelace; Marie Curie; Malala e Rosa Sparks.

 

As participantes passaram a noite acordadas, trabalhando nos projetos para serem apresentados à banca avaliadora no domingo (01/09). O primeiro lugar ficou com a solução “Diversifica”, da equipe Maria da Penha que apresentou uma plataforma em que profissionais LGBTQI+ poderiam se cadastrar e buscar capacitação para vagas ofertadas por empresas de tecnologia. O grupo vencedor recebeu, como prêmio, a garantia de uma vaga no Mind The MINAs, o programa de pré-incubação do Porto Digital, voltado ao empreendedorismo feminino.

 

O segundo lugar foi conquistado pelo time Rosa Sparks, que projetou a plataforma de aprendizagem “MeConta” voltada para estudantes com deficiência visuais na rede pública do Recife. Já a equipe Pagu garantiu a terceira posição na maratona, com a solução “Alumi”, um Marketplace para venda de produtos produzidos por jovens com refugo da produção do polo têxtil de Pernambuco. Os grupos Rosa Sparks e Pagu ganharam um mês de mentoria no Porto Digital.

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