Sorocaba mira no modelo do ecossistema de TIC do Recife

Empresários da cidade paulistana vieram conhecer como o parque tecnológico local foi concebido e como ocorre os processos de integração e inovação dentro dele

O ecossistema de TIC do Recife recebeu, entre os dias 21 e 22 de março, a visita de um grupo de empresários da cidade de Sorocaba, São Paulo. A delegação veio conhecer de perto como o parque tecnológico foi concebido, entender o seu modelo, os desafios enfrentados para se consolidar e como ocorre hoje os processos de integração e inovação dentro dele. O objetivo é construir um ambiente semelhante no município paulistano. Ciceroneada pela CESAR, a comitiva vivenciou uma intensa agenda de reuniões com representantes das entidades e de atores do polo, além de fazer um tour pelas estruturas locais.

Mais de 10 encontros foram realizados ao longo desses dois dias, seguindo um roteiro que contemplou desde a criação até as perspectivas para o futuro do cluster. “Fizemos uma programação baseada nos pilares do nosso ecossistema, a chamada tríplice hélice, que conecta governo, academia e setor privado. Nesse sentido, promovemos o contato da delegação com esses atores, começando pelos protagonistas da criação do parque, passando pelas entidades do setor, a atual gestão do Porto Digital e fechando com um representante das empresas”, descreveu o executivo técnico do SoftexRecife, Augusto Galvão, acrescentando que as agendas foram acompanhadas pelo CEO do CESAR, Fred Arruda.

No primeiro dia, a delegação paulistana formada por seis empresários se reuniu com os conselheiros e fundadores do Porto Digital, Cláudio Marinho e Silvio Meira. Eles falaram sobre as origens, trajetória e consolidação do ecossistema urbano. Pontuaram também como o Porto Digital se transformou num grande vetor de desenvolvimento econômico e de revitalização de uma área degradada da capital pernambucana. Além de resgatar o passado, a comitiva teve um compromisso com o atual presidente do NGPD, Pierre Lucena, para tratar do presente e dos objetivos a serem perseguidos nos próximos cinco anos.

“Foi uma oportunidade de falar não só da operação e dos desafios atuais, mas também de compartilhar nossas expectativas e visão de futuro. A principal meta do NGPD, por exemplo, é dobrar a estrutura do ecossistema em cinco anos”, colocou Galvão. Para alcançar a meta, o NGPD foca suas ações nos eixos de pessoas, negócio e espaço. No primeiro, o objetivo é chegar a 20 mil pessoas trabalhando no ecossistema. No âmbito dos negócios, as ações miram avançar com medidas para o desenvolvimento de startups, atração de investimentos e de empresas, e abertura de novos mercados. Já no quesito espaço, a ideia é consolidar a expansão para o bairro de Santo Antônio.

No segundo dia da visita, a programação foi dedicada a troca de experiências junto à academia, empresas e entidades do ecossistema. Destaque para a conversa do grupo com Alcides Pires (SoftexRecife), Patrick Gouy (Assespro) e Gerino Xavier (Seprope). Durante quase duas horas, eles revelaram como se processa as conexões dentro do parque que tornam esse um ambiente vivo, dinâmico e inovador. Por fim, a comitiva conversou com Lúcio Ribeiro, líder da comunidade de startups Manguez.al, e com Rodrigo Cunha, da Neurotech, que passou a visão das empresas sobre o ecossistema.

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