Recife ganha Núcleo Regional da Anjos do Brasil

Iniciativa pretende difundir a cultura do investidor-anjo e atrair mais recursos para serem aplicados em startups do ecossistema de TIC de Pernambuco

As startups pernambucanas vão contar com um impulso a mais para crescer e ganhar mercado. No último dia 11 de março, foi lançado no Recife um Núcleo Regional da Anjos do Brasil, instituição que procura fazer a ponte entre investidores individuais e negócios nascentes de base tecnologia. A nova unidade da rede já conta com 15 empresários interessados em apoiar financeiramente os empreendedores locais, assim como em dedicar parte do seu tempo para ajudá-los a desenvolver as suas companhias inovadoras.

O núcleo é o segundo instalado no Nordeste e 11º, no país. A vinda da Anjos do Brasil para o Estado foi favorecida por ele abrigar um polo de TIC reconhecido nacionalmente. De acordo com a Radiografia do Ecossistema de Startups Brasileiras, estudo realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria com a Accenture, Pernambuco soma mais de 1.380 startups e lidera a criação de companhias desse tipo na região. “Em Recife, há muitas empresas e empreendedores dando certo, o que falta é investidores com potencial para alavancar o ecossistema”, explica a diretora executiva da Anjos, Maria Rita.

Com a chegada da representação regional, a expectativa é difundir ainda mais a cultura do investidor-anjo (pessoas físicas com patrimônio que se dedica a fazer aporte em negócios promissores em troca de pequena participação acionária) e aproximar as startups desses entes. Além disso, a ideia é fomentar o co-investimento, ou seja, startups de Recife passarem a ter acesso à rede Anjos do Brasil e captar recursos de outras unidades, bem como os investidores associados terem acesso a oportunidades oferecidas por toda a rede.

“Temos plena convicção de que a criação do núcleo vai ajudar e fomentar, ainda mais, a aproximação da Anjos do Brasil com as startups”, disse Yves Nogueira, líder do núcleo pernambucano. Segundo ele, a unidade regional já se está analisando algumas propostas de investimento e o número de executivos associados também deve crescer ao longo do ano. “Vamos orientar as startups e os investidores. Muitos empreendedores querem investir, mas não sabem como. Iremos ajudá-los a formar redes de co-investimento para compartilhar os riscos, e as startups ganharão um espaço para divulgar seus projetos em todo o Brasil”, complementou.

De acordo com a organização, o país possui 7.615 investidores desse tipo. Nos últimos anos, o investimento-anjo tem crescido e, em 2017, foi responsável por levar quase R$ 1 bilhão às companhias novatas de tecnologia brasileiras. Trata-se de um aumento de 16% em comparação com 2016 e a expectativa para 2019 é ampliar esse valor em 30%. Os bons ventos para esse tipo de investimento se deve em especial pela segurança jurídica trazida pela Lei Complementar nº 155/2016, que regulamentou a prática em janeiro 2017.

Também conta a favor a divulgação dos primeiros unicórnios brasileiros (99, PagSeguro, Stone, Nubank), e a queda da taxa de juros. Isso porque uma taxa menor tem levado à diminuição dos retornos da renda fixa, e, assim, aumentam as chances de investidores apostarem em startups, uma opção mais arriscada, mas com potencial de retorno alto em caso de sucesso. Afora o Nordeste, a Anjos do Brasil mantém núcleos em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Santa Catarina, Goiás e Paraná.

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