REC.AI desvenda chatbots com e sem o uso de inteligência artificial

Além de aprender como funciona um Bot, os participantes também entenderam os desafios de quem decide usar a tecnologia

Para criar um chatbot é preciso usar inteligência artificial (IA)? A resposta para essa pergunta foi apresentada e debatida na última edição do meetup do REC.AI, realizada no dia 12 de março. Quem esteve à frente da exposição foi Otacílio Maia, do CESAR, que falou sobre os desafios vivenciados pelos desenvolvedores em dar desenvoltura a esses robôs virtuais de conversas. Promovido pelo SoftexRecife em parceria com Assespro PE/PB, Seprope, Porto Digital e Manguez.al, o evento reuniu mais de 30 pessoas, entre profissionais de TI, estudantes e interessados no tema, no auditório do Empresarial ITBC, no Bairro do Recife.

Em sua palestra, Maia explicou que atualmente há três formas de se estruturar um chatbot: baseado em regras; construído com IA; e de maneira híbrida. O primeiro executa conversas por meio da programação de regras específicas, criadas em estruturas chamadas de árvore de navegação (ou árvore de diálogo). Neste caso, o bot atende a comandos específicos, ou seja, ele entenderá um conjunto pré-definido de ações do usuário e só dará respostas previamente estabelecidas e mapeadas. Esta solução cumprirá seu objetivo, mas sem entender a intenção ou o contexto de uma conversa do usuário com ela.

Já o chatbot com uso de IA conta com recursos mais complexos, como o aprendizado de máquina e sistemas que possibilitam a compreensão da linguagem humana. Aqui, soluções desse perfil podem identificar a linguagem, contexto, intenção e, com isso, responder a demanda do usuário. Também é possível aprender a partir das interações com as pessoas, como se adquirissem experiência. Por sua vez, o formato híbrido mescla o melhor das duas técnicas e hoje é um dos mais utilizado. Para facilitar o entendimento, durante a palestra, Maia fez uma live coding mostrando como construir os bots baseados em regras, assim como por IA.

Para o palestrante, um dos maiores desafios técnicos com o qual um desenvolver de chatbots se depara é o pluralismo da língua humana. Pois, uma única demanda pode ser expressada de maneiras variadas (ex: a intenção de reserva de voo para Recife pode ser expressa: preciso de voo para Recife; voo para Recife) ou ter intenções diferentes (ex: ver o preço da passagem; confirmar reserva de passagem, etc). “O desafio do robô é absorver essa humanidade de conseguir entender uma informação com base em seu contexto, de acordo com o tom da fala, ou através de artifícios como ironia. Ele precisa entender o que de fato o humano quer comunicar”, pontuou.

Por isso mesmo, ele aproveitou o momento e explorou um pouco mais a fundo o processamento de linguagem natural, que possibilita realização de análises morfológicas das sentenças, localização de entidades, análise de sentimentos, entre outras coisas. Foram apresentadas as bibliotecas NLTK (Natural Language ToolKit) e Spacy, as duas em Python, responsáveis pelos processamentos citados. Maia ressaltou que a Spacy, que é análoga ao NLTK, possui maior facilidade na utilização de modelos em português do Brasil.

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