Segunda temporada da série Blockchain Pra Quê? apresenta iniciativas de destaque em Pernambuco

Encontro teve como expositores Gustavo Gonçalves, da Vibook; Walter Pemun, da UFPE; e Ednaldo Almeida, do escritório Cavalcanti Costa e Maranhão Advogados

A série de encontros “Blockchain Pra Quê?” apresentou, no último dia 24 de janeiro, iniciativas em diferentes áreas que vêm despontando em Pernambuco. São projetos, grupos de estudo e até consultoria especializada sobre o tema. Para tanto, três convidados participaram do evento: Gustavo Gonçalves, da Vibook; Walter Pemun, da UFPE; e Ednaldo Almeida, do escritório Cavalcanti Costa e Maranhão Advogados. O encontro – que foi organizado pelo SoftexRecife, Assespro-PE/PB, Seprope, Manguez.AL, ABCB e BitJá – aconteceu no auditório do empresarial ITBC, no Bairro do Recife, e contou com uma plateia formada por cerca de 50 pessoas.  

Quem abriu o evento foi Gustavo Gonçalves, fundador do Vibook. Em sua exposição, ele explicou que a plataforma Vibook é um sistema de compartilhamento de conhecimento, estruturado por tecnologia blockchain, que conecta socialmente leitores, críticos, autores, acadêmicos, universitários e prestadores de serviços. “Comecei a ver um problema no mercado de e-books: mesmo com a chegada da Amazon, não existia acessibilidade de informação, pois as editoras lucravam com a venda de livros em papel. Assim, surgiu o Vibook. Ele nasceu com a ideia de compartilhamento de dados que une tanto quem presta serviços, como os leitores”, explicou Gonçalves.

Ednaldo Almeida, sócio do escritório Cavalcanti Costa e Maranhão Advogados, detalhou o trabalho da organização envolvendo as criptomoedas e a tecnologia por trás delas. A firma começou a apostar no segmento ainda em 2015 e hoje realiza consultorias jurídicas para aqueles que querem entrar ou já atuam nesse mercado. O posicionamento da empresa incluiu até o pagamento dos seus serviços profissionais por meio das famosas moedas digitais. “Eu acredito que a advocacia vai mudar com a utilização do blockchain, principalmente na parte de registro de documentos”, analisa Almeida se referindo aos Smart Contracts (contratos inteligentes).

Já o diretor de pesquisa e extensão em direito e informática da UFPE, Walter Pemun, falou sobre o contexto histórico e vários aspectos da democracia, assim como a aplicação desse conceito em iniciativas com base tecnologia na rede blockchain. Junto com o grupo de pesquisa, Pemun criou um projeto de candidatura eleitoral, cujos candidatos teriam suas atividades ligadas a obrigações na blockchain. “Utilizamos obrigações que acontecem na blockchain e as transferimos para o ambiente de direito eleitoral. Juntamos três ferramentas: democracy.earth; o nosso método de discussão do grupo de estudo e o smart contract. Com isso, propomos candidatos que estariam obrigados a fazer o que estava na blockchain e, caso descumprissem, perderiam sua posição”, explicou.

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