Empresários do setor de tecnologia estão otimistas com o novo governo e apostam no crescimento

Sondagem do Setor de TI de Pernambuco aponta alta nos indicadores que medem Situação (IS), Expectativa (IE) e Confiança (IC) nos negócios do segmento

A chegada de 2019 e a definição do cenário político injetaram otimismo nas empresas de tecnologia, elevando os indicadores que medem Situação (IS), Expectativa (IE) e Confiança (IC) nos negócios do segmento. O panorama positivo foi constatado pela 10ª edição da Sondagem do Setor de TI de Pernambuco, realizada pelo SoftexRecife, em parceria com a Assespro, Seprope e Manguez.Al. A pesquisa traz análises e perspectivas sobre o último trimestre de 2018 e o primeiro deste ano. Ela revela um crescimento de 12,4 pontos percentuais no IS, 16,5 pontos no IE, e 14,5 pontos no IC, em relação aos números apresentados na sondagem anterior (jul/ago/set de 2018).

“Nesta edição, os três indicadores mostraram uma variação positiva tanto em comparação ao trimestre passado, quanto em comparação ao mesmo período de 2017. O resultado reverte um sentimento de pessimismo dos empresários que vinha sendo detectado ao longo dos últimos seis meses pelas sondagens anteriores. Esse otimismo é muito importante, pois significa que os empresários estão se sentindo seguros para investir e o investimento é o carro-chefe para a roda da economia se mover e o país crescer”, comenta o diretor executivo do SoftexRecife e coordenador da pesquisa, Eduardo Paiva.

O estudo mostra que os bons ventos começaram a soprar no setor de tecnologia ainda no trimestre que se encerrou em dezembro. O IS, que avalia a conjuntura vivenciada pelos empreendedores naqueles meses, cresceu e atingiu o maior nível da série desde a sua criação, em 2016. O indicador saiu de 112,3% no terceiro trimestre de 2018, para 124,7% no último trimestre do ano, uma elevação de 12,4 pontos percentuais. Se comparado o resultado dessa rodada com o mesmo período de 2017, o aumento é ainda mais expressivo: 42,1 pontos percentuais.

Os empresários também estão animados com o futuro. O Índice de Expectativa, que relata as projeções para os próximos meses, expandiu de forma consistente, deixando a casa dos 148,6% na terceira rodada da sondagem de 2018 para atingir 165,1% na edição atual. Vale destacar que o IE havia sofrido uma retração na sondagem anterior, mas esse quadro foi revertido e agora ele registra o melhor desempenho do desde 2016. Quanto ao Índice de Confiança, ele chegou a 144,9%, uma subida de 14,5 pontos percentuais ante à versão anterior da sondagem, e 28,2 pontos quando comparado ao estudo de dezembro de 2017.

“A injeção de confiança é baseada num ambiente político que se tornou mais estável com a definição do pleito para presidente. O câmbio se valorizou e as taxas de juros experimentaram pequena retração, fazendo com que as expectativas de inflação também se invertessem. Além disso, há uma percepção de que o governo eleito vai avançar em pautas importantes, como o déficit fiscal”, analisa Paiva, ressaltando que o otimismo dos empresários pernambucanos é semelhante ao constatado no âmbito na nacional pela Fundação Getúlio Vargas, cuja pesquisa cobre todo o setor de serviço.

No documento, o entusiasmo dos empreendedores pernambucanos é observado tanto em relação ao novo ano, quanto ao governo que tomou posse em janeiro. Mais de 90% dos empresários entrevistados disseram que acreditam no crescimento do setor em 2019, em oposição a 9,5%. As apostas de crescimento também são significativas. Para 38,6% deles, esse crescimento ainda se daria entre 1% e 20%. Já cerca de um terço das companhias calcula uma expansão de 21% a 40% nos seus negócios.

Tanta confiança influenciou as perspectivas de demanda e receita nas empresas. A sondagem expõe que 65,1% preveem um aumento de demanda por seus serviços, até março. Em setembro do ano passado, esse número era de 54,3%. Quando questionados se esperam, da mesma forma, registrar uma elevação de faturamento, 66,7% afirmam que sim, enquanto na pesquisa anterior esse universo era de 58%. “Como o crescimento no volume da demanda por serviços está quase igual à expansão no faturamento, isso significa que, provavelmente, se terá uma estabilidade nos preços dos produtos e serviços pelos próximos três meses”, colocou Paiva.

Apesar do olhar positivo para o futuro, as empresas se mostram cautelosas na criação de vagas de empregos. Mais de 60% das companhias dizem que vão permanecer com o mesmo número de funcionários pelos próximos três meses. E, dentro do conjunto das que avaliam incrementar seus quadros de colaboradores, houve redução. Enquanto na pesquisa passada 38,6% das empresas apontavam abrir novos postos, nesta edição apenas 33,3% indicaram pensar nisso. Já a quantidade de organizações que avaliam diminuir a força de trabalho quase dobrou, saindo de 2,8% em setembro de 2018 para 6,4% em dezembro.

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