Match Day se consolida como elo entre o mercado consumidor de tecnologia e o ecossistema de TIC

Só em 2018, foram promovidos mais de 20 encontros, que se reverteram em novos negócios para startups e empresas já consolidadas

Grandes grupos empresariais do Brasil e até multinacionais estabeleceram um caminho para levar inovação aos seus negócios se conectando com ecossistema de TIC de Pernambuco: os Matches Days. Os encontros de negócios, que iniciaram de forma tímida em 2017, agora são constantemente solicitados por indústrias e empresas junto às entidades do ecossistema de TIC (SoftexRecife, Assespro, Seprope, Porto Digital e Manguez.Al), responsáveis por organizar as reuniões especiais. Só em 2018, foram promovidos mais de 20 matches, que se reverteram em novos negócios para startups e empresas pernambucanas já consolidadas.

Ao todo, 18 grupos empresariais participaram dessas ações no último ano. Entre eles estão a Unilever, Itaipu Binacional, Lojas Renner, Iquine, SulAmérica e Allianz Seguros. Segundo o presidente do SoftexRecife, Alcides Pires, o Match Day não é uma reunião de negócios comum, em que um vendedor simplesmente expõe seus produtos. Na verdade, as companhias estão interessadas em conhecer o ecossistema, se aproximar, compartilhar as suas demandas, entender como e o que o ecossistema tem de iniciativas para potencializar suas operações. Então, as organizações enviam suas comitivas de representantes para participar do evento, que tem duração média de 10 horas.

“Os matches são um momento de conhecimento mútuo. O mercado expõe seus desafios e a empresas de TI e ICTs, como as universidades e o CESAR, mostram as suas soluções inovadoras. Depois, havendo sinergia, eles passam a negociar diretamente a questão comercial e a viabilidade dos projetos. Nosso objetivo é exatamente promover essa conexão entres as partes e temos conseguido não só fechar negócios como estabelecer relacionamentos importantes”, coloca Pires, citando o sólido elo existente entre a Unilever e o parque tecnológico. Só a multinacional holandesa demandou em 2018 três encontros, que envolveram a presença do presidente do grupo no Brasil e lideranças da América Latina e Caribe.

Afora fazer networking, essas comitivas empresariais passam a conhecer o funcionamento do parque, seus atores e as possibilidades de conexões entre eles capazes de promover soluções para questões demandas. “O Match Day é surpreendente. Ele superou todas as nossas expectativas. Conhecemos o ecossistema e, no mesmo dia, 20 empresas apresentaram seus produtos. Nós estamos em conversas com 12 delas. O objetivo agora é analisar quais desses projetos serão implantados proporcionando melhorias nos nossos processos, redução de custos, melhor atendimento aos clientes e, consequentemente, crescimento dos negócios”, disse Eduardo Moretti, diretor Executivo da Iquine, cujo Match Day envolveu cerca de 15 líderes.

Se por um lado esses encontros de negócios abrem as portas do ecossistema para as companhias tradicionais, eles também proporcionam um grande leque de oportunidades para os empreendedores pernambucanos. Em média, metade do tempo dessas reuniões é destinado às startups e às empresas consolidadas de TIC para que exponham seus produtos e serviços, além de responder a perguntas dos integrantes das comitivas. As apresentações seguem o formato de pitch, ou seja, cada organização tem cinco minutos para mostrar e defender suas soluções. Só em 2018, 66 empresas do ecossistema participaram desses eventos.

“O Match Day é o momento mais democrático para as micros, pequenas, médias e grandes empresas do polo porque elas têm o mesmo espaço e chance de mostrar seus produtos a grandes companhias e multinacionais. Para a Xarx, foi muito importante participar dessas ações porque abriu a oportunidade de termos no nosso portfólio o case da Unilever. Naquele momento, estávamos só lançando nossa plataforma de informação e fornecendo o produto para clientes de menor porte. Além de ter dado ânimo à equipe, essa contratação influenciou positivamente nosso ciclo de venda”, analisou Klaus Hachenburg, da Xarx.

Durante os encontros, não são fechados negócios e isso ocorre só posteriormente, a partir de contatos diretos entre as startups e os grupos empresariais. Mas, é possível dizer que, os contratos fechados, a partir dessas sessões de negócios, incluem soluções das mais diversas áreas, como Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT); segurança do trabalho, automação de cadeias de suprimentos para indústrias, sistemas de comunicação, treinamento de funcionários, sistemas de tecnologia, processos internos e até recrutamento de profissionais com o uso de Inteligência Artificial e Machine learning.

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