Secti e Sebrae se reúnem com entidades do ecossistema de inovação para criar programa de apoio a startups

Junto com diversas instituições, o SoftexRecife integrou o primeiro encontro de grupo de trabalho para elaborar plano de estímulo à criação de novos negócios de TIC

Um workshop promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti), em parceria com o Sebrae-PE, marcou o início dos trabalhos para a criação de um programa de geração de startups no Estado. O evento reuniu, no último dia 12 de novembro, representantes do SoftexRecife e de diversas entidades do ecossistema de TIC. O objetivo do encontro – que aconteceu na sede da pasta estadual, localizada no Bairro do Recife – foi fazer um mapeamento dos desafios enfrentados pelos jovens empreendedores e elaborar um plano com vistas a potencializar o surgimento de startups.

De acordo com Fellipe Sabat, gestor da iniciativa na Secti, uma ação feita pela secretaria em 2017 constatou a existência de fragilidade de base na criação de empresas inovadoras no Estado. Com isso, a ideia agora é entender melhor a questão, a partir de um mapeamento mais específico produzido com a ajuda dos atores do ecossistema e avançar rumo à solução. “Procuramos identificar onde está o problema e onde estão nossas forças. A partir disso, começaremos a discutir o que deve ser criado ou feito para impulsionar o aparecimento de startups”, descreveu.

Os participantes do primeiro evento, explica Sabat, passam a fazer parte de grupo de trabalho que vai colaborar na elaboração e, mais tarde, na execução do programa de geração de startups. A iniciativa prevê levar em conta as particularidades de Pernambuco e dos empreendedores locais. Também visa ampliar a capacidade de difundir a inovação nas empresas e em diferentes regiões do estado. Para tanto, cinco cidades devem integrar o plano. São elas: Recife, Caruaru, Serra Talhada, Garanhuns e Petrolina.

Dentro do programa, três ações já estão previstas. A primeira é consolidar uma plataforma integrada para o fortalecimento de startups, de forma que conecte as iniciativas já existentes e crie novas dependendo dos gaps encontrados. A segunda é fazer a imersão de líderes dos municípios em ambientes de referência no Brasil e no mundo. “Vamos levar líderes das cinco cidades contempladas no programa para conhecer ecossistemas de referência, como Florianópolis (SC) e Lisboa (Portugal). Eles poderão identificar políticas afins com o nosso ecossistema e fazer essa ponte”, detalha Sabat.

Já a terceira ação seria executar o chamado I-CORP (Corpo de inovação), para facilitar o aparecimento de mais empresas de tecnologia. Nesse caso, o objetivo é, ao longo de três meses, aproximar pesquisadores e tecnologias que estejam aptas a serem desenvolvidas para levar ao mercado. Grupos de trabalho ainda participarão de novos workshops e atividades propostas pela Secti e Sebrae-PE. Ao final, todo o material produzido por eles, com a ajuda de consultores, deve compor o escopo final do programa.

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