Missão cumprida: Sergio Cavalcante se despede do CESAR

“Metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade”, disse recorrendo a um trecho da música Metade, de Oswaldo Montenegro, para traduzir o momento de sua saída.

 

Assim como no Porto Digital, o último dia 31 de outubro também foi de despedidas no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife – CESAR. Em clima de festa e com sentimento de missão cumprida, o engenheiro Sergio Cavalcante deixou a instituição onde atuou por 16 anos, dos quais 13 anos esteve à frente da superintendência e outros três na presidência do conselho. Ao longo de sua gestão, uma série de iniciativas e programas marcaram a entidade, como a criação de três filiais, aceleradora, cursos de mestrado e mais recentemente os de graduação.

 

“Metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade”, disse Cavalcante recorrendo a um trecho da música Metade, de Oswaldo Montenegro, para traduzir o momento de sua saída do CESAR. “É um sentimento de dever cumprido. Tenho recebido mensagens lindas e tenho orgulho de ter contribuído com a história e o futuro do CESAR. Por outro lado, na minha saída, há um sentimento de desafio renascendo. Estou indo para o Grupo Cornélio Brennand e fui muito bem recebido lá. Uma empresa centenária e familiar que deseja fazer mudanças e esse é um desafio incrível para mim”, completou, informando que atuará como head de inovação no grupo.

 

Enquanto Sergio Cavalcante esteve no comando da instituição, o CESAR viu sua presença aumentar em todo território brasileiro, com as criações de unidades fora de Pernambuco. Hoje, além da matriz em Recife, existem três filiais, elas estão em Sorocaba (São Paulo), Curitiba (Paraná) e Manaus (Amazonas). Também foi criado o CESAR.LABS, um programa de aceleração de empresas, que estimula empreendimentos com tecnologia proporcionando o suporte de metodologias para criação de organizações, infraestrutura de coworking e laboratórios, networking com o mercado e capital semente.

 

O CESAR ainda expandiu sua atuação, estruturando áreas de design thinking e de educação. Esta última conta com uma identidade própria, chamada de CESAR School, que oferece cursos de graduação, especialização, mestrado, extensão e formação executiva. Todos são focados nos interesses do mercado, tanto do ponto de vista técnico, quanto das habilidades pessoais. No processo de ensino-aprendizagem, a instituição aposta no método PBL (Problem-Based Learning), em que a partir de problemas reais de empresas se promove o aprendizado de conceitos, teorias e práticas e o desenvolvimento de habilidades e atitudes.

 

De tantos feitos, Sergio Cavalcante destacou – como um dos principais – o fato de o CESAR ter conseguido chegar a um modelo de gestão eficiente e isso lhe pavimentará um futuro ainda mais ousado. “O principal legado que deixo é ter feito o CESAR atingir a maturidade sem perder sua essência. Ele conquistou a maturidade nos seus processos internos e hoje tem um modelo de governança bem estruturado, que o levará a uma longevidade e a um grande crescimento. Isso fez com que eu pudesse estar me desligando da instituição neste momento com mais tranquilidade”, avaliou.

 

Ele ainda ressaltou a satisfação de ter participado e contribuído para consolidação do ecossistema de TIC de Pernambuco. “Um parque tecnológico é um distrito industrial de empresas de tecnologia, é uma infraestrutura. Mas, um ecossistema é um conjunto de instituições que usufruem dessa estrutura, conversam e interagem entre si para resolver problemas e produzir inovação. Eu tenho muito orgulho de ter ajudado a construir esse ecossistema de TIC e o CESAR teve um papel importante nessa história, inundando o parque com talentos e empresas inovadoras”, pontuou lembrando que o CESAR é uma das instituições âncoras do Porto Digital.

 

Para o futuro, Cavalcante deixa o desafio de manter o ritmo de crescimento da entidade, que este ano bate a casa dos 22%, saindo de um faturamento de R$ 85 milhões em 2017, para R$ 104 milhões. “É um desafio e tanto manter esse ritmo de crescimento. O CESAR é um instituto tão inovador que é referência no que faz. Não há entidade semelhante no Nordeste, nem no Brasil, nem no mundo. Fazer isso na periferia do nosso país não é insignificante. Em breve, um novo CEO vai entrar para trazer mais inovação e encarar novos desafios”, concluiu, reforçando que manterá sua conexão com o ecossistema, mas agora em outro papel.

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