Blockchain Pra Quê? Segundo encontro lota auditório do Impact Hub

Palestra buscou mostrar porque essa tecnologia é considerada acessível financeiramente, segura e de alta disponibilidade

 

Mais de 70 pessoas lotaram o auditório do Impact Hub, no Bairro do Recife, no último dia 04 de outubro. Eles foram participar do segundo encontro do projeto “Blockchain pra quê?”, organizado pelo SoftexRecife, em parceria com a Assespro, Seprope, Manguez.Al e a Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain (ABCB). Ministrada pelo diretor executivo da Prëxis, Carlos Campello, a palestra buscou mostrar porque essa tecnologia é considerada acessível financeiramente, segura e de alta disponibilidade.

 

Segundo Campello, a atividade foi acompanhada por um público não só formado por profissionais de tecnologia, mas também da área jurídica. “A blockchain é uma tecnologia ainda pouco conhecida até para quem trabalha com TI. Mas, tem chamado uma atenção especial de advogados devido à forma inovadora e segura de tratar as relações e transações comerciais. Ela também se destaca porque não há uma regulamentação, está no limbo da legalidade. Ou seja, não está definido o que é uma criptomoeda, o serviço de prova de existência, há uma ausência de jurisdição”, observou.

 

Em sua exposição, o diretor da Prëxis buscou explicar detalhadamente o que é essa tecnologia. Segundo ele, a blockchain é, na sua essência, um livro caixa distribuído numa rede ponto-a-ponto. Tal rede se caracteriza por ser criptografada, extremamente difícil de ser modificada, só admitir inserções, e atualizável apenas por consenso ou por acordo entre os participantes dela. Ele destrinchou tecnicamente cada ponto do conceito, esclarecendo o que configura uma rede distribuída, os nós, transações, blocos, hash, prova de trabalho, endereços e carteiras (Wallets) e entre outros elementos.

 

A palestra ainda abordou rapidamente a questão dos Smart Contracts (contratos inteligentes, em português). Ao invés de estarem em um documento de papel, esses contratos são escritos em códigos, definindo as regras e consequências na relação entre dois ou mais entes. Eles verificam as condições postas no contrato e são capazes de se fazer cumprir por si só a transação até ser concluída. Tudo isso de forma automática.

 

Sobre o futuro, Campello disse que dentro do ciclo Hype Gartner (metodologia usada para filtrar o que é “moda” dos verdadeiros impulsionadores de negócio em TI), a blockchain já passou do chamado “pico das expectativas excessivas” (quando mostrou sua força disruptiva e atraiu muito capital). Hoje, ela atravessa o chamado “vale da desilusão” (período em que as expectativas baixam). “Este é o melhor momento para as empresas investirem na blockchain, se apropriarem dessa tecnologia e desenvolverem soluções a partir dela. Em breve, caminharemos à fase da “produtividade”, quando o mercado estará saturado de provedores de soluções”, concluiu.

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