Atração de investidores e troca de conhecimento entre ecossistemas na pauta do Tech Talk

Edição marcou o encerramento da primeira fase do projeto e teve como debatedores Italo Nogueira (Assespro-PE/PB), Sergio Cavalcanti (Amcham Recife e CESAR), e Daniel Leipnitz (Acate)

 

A atração de investimentos é um dos principais elementos para alavancar startups e acelerar o processo de inovação em ecossistemas de tecnologia. De olho nisso, o Tech Talk debateu o tema e também falou sobre a importância da troca de conhecimento entre o polo de TIC de Pernambuco e outros ecossistemas nacionais e estrangeiros. O programa foi ao ar no dia 24 de julho pela TVJC (veículo de conteúdo audiovisual nas redes sociais do Jornal do Commercio) e já alcançou mais de 3,8 mil visualizações na página do Facebook do portal NE10.

 

Fruto de uma iniciativa da Assespro PE/PB, com o apoio do SoftexRecife, Seprope e Manguez.Al, esta edição do Tech Talk marcou o encerramento da primeira fase do projeto. Já o debate dos temas foi enriquecido com a participação do presidente da Amcham Recife e superintendente do CESAR, Sergio Cavalcanti; do presidente da Assespro-PE/PB, Italo Nogueira; além do CEO da Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), Daniel Leipnitz, representando o ecossistema de Florianópolis, em Santa Catarina.

 

Somando 35 anos de história, o parque tecnológico de Florianópolis é responsável hoje por mais da metade do PIB município. “No início, as pessoas foram para Florianópolis para estudar na Universidade Federal. Mas, quando eles se formavam não tinham lugar para trabalhar. Então, empreender foi a única alternativa para ficar na cidade. A partir daí, começaram a surgir as empresas. No primeiro ciclo, foram quatro empresas, com faturamento de R$ 28 mil, no primeiro ano. Hoje, são mais de 1.000 empresas e R$ 6,5 bi de faturamento”, conta Daniel Leipnitz, que veio ao Recife para dividir sua experiência no Pernambuco Avança, realizado no dia 25 de julho.

 

Segundo Sérgio Cavalcanti, um dos organizadores do PE Avança, o evento visa compartilhar experiências positivas. “Nesta edição, o PE Avança traz empresas e ecossistemas para responder a um conjunto de perguntas. Mas o fundamental é nos aproximarmos de outros ecossistemas brasileiros e de fora para entender melhor o que nós já fazemos e poderíamos fazer melhor, o que não fazemos, mas deveríamos estar; e o que fazemos, mas não deveríamos fazer. Então, é fundamental conhecer as dores que a Acate passou e vem passando para encurtar o nosso caminho. E vice-versa. Nós somos coopetidores – hora competimos, hora cooperamos”, coloca.

 

Italo Nogueira, que também esteve à frente do PE Avança, reforça que o mind set de negócio atual é voltado para cooperação e os empresários pernambucanos já entenderam ser esse o melhor caminho. “A gente tem um exemplo disso aqui, com a Unilever, que veio ao nosso ecossistema abrir os seus problemas através de um Match Day. Ela apresentou os problemas e nós apresentamos as soluções das nossas startups e empresas maduras, os centros de inovação e as universidades. Apresentamos juntos todo o potencial do ecossistema. Assim, conseguimos resolver os problemas dessas indústrias de uma maneira mais rápida. Esse é o caminho para o futuro”, afirma.

 

Sobre a atração de investidores, Nogueira pontua que novas oportunidades estão se configurando. “Acho que vivenciamos um momento no Brasil em que o governo, bancos de investimentos e diversos players estão olhando mais para as pequenas e medias empresas. O BNDES garagem, por exemplo, é um programa de investimento de mais de R$ 50 milhões para startups”, comenta acrescentando que o Avança PE traz na programação painéis com representantes do BNDES e da Bozano Investimento, um dos maiores fundos de investimento e também gestor do Criatec 2.

 

Atualmente, existem três gestores de fundo trabalhando na capital pernambucana. Já em Santa Catarina, Daniel Leipnitz revela que se criou a iniciativa chamada Acate investimentos que conta com R$ 280 milhões em recursos disponíveis por meio de quatro fundos locais. A meta é chegar a R$ 1 bilhão em 5 anos. “Montamos um grupo de especialista do ecossistema que está movimentando essa iniciativa para que alcancemos o nosso objetivo. Investimento é muito importante no ramo de inovação, pois é ele que vai ajudar jovens talentos a resolver problemas, a criarem mais empresas e empregos”, frisa Leipnitz.

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