SoftexRecife fecha novo convênio para descarte adequado de equipamentos eletrônicos

O Polo de Formação e Reuso de Eletroeletrônicos do Nordeste agora é o responsável por destinar corretamente o material, estimulando a cultura da reutilização e a econômica circular

 

A tecnologia avança cada vez mais rápido e, na mesma velocidade, computadores, celulares e aparelhos eletrônicos em geral estão saindo de cena mais cedo. Dentro do universo do polo de TIC do Recife, o cenário se repete, mas a diferença está no compromisso de fazer a escolha certa na hora de descartar os equipamentos. Por isso, o SoftexRecife fechou uma nova parceria para o descarte do e-lixo. Agora o Polo de Formação e Reuso de Eletroeletrônicos do Nordeste é o responsável por dar a destinação correta ao material eletrônico coletado pela associação junto às empresas do ecossistema.

 

Embora o empresarial ITBC – sede do SoftexRecife e de mais 45 empresas de TIC – já contasse com um programa e coletores para esse tipo de resíduo há dois anos, a nova parceria chega para ampliar a ação. Só no último dia 12 de junho, cerca de 400 quilos de material eletrônico foram recolhidos pelo Polo de Formação e Reuso, e encaminhados para a unidade localizada na área de Tecnologia Social do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) do Recife, em Dois Unidos. Com o convênio, espera-se também disseminar a cultura de reutilização desses aparelhos e estimular a econômica circular.

 

De acordo com o presidente do SoftexRecife, Alcides Pires, devido ao perfil das empresas e à necessidade de renovação dos equipamentos, os itens recolhidos devem contar com peças ainda boas para uso. “Com o ciclo natural de vida desses equipamentos, chega um momento que é preciso fazer o descarte. Às vezes, esse material não tem mais uso na empresa, não serve mais para fazer o desenvolvimento de software, contudo está em pleno funcionamento. Através dessa parceria, o polo faz a remanufatura do que é possível ser reaproveitado e o descarte adequado do que não é possível aproveitar”, frisou.

 

Fruto de uma fusão recente entre o Instituto Intercidadania e o Centro Marista Circuito Jovem do Recife, o polo de Formação e Reuso de Eletroeletrônicos está expandido suas atividades, com mais capacitação para jovens carentes, a implantação uma rede de reaproveitamento e a destinação adequada do e-lixo. “Essa é uma parceria importante para nós, pois queremos nos consolidar como um centro de referência de reuso, restauração, metareciclagem e reciclagem de materiais desse tipo, com o envolvimento de empresas e entidades parcerias”, disse Domingos Sávio França, coordenador do polo.

 

França explica ainda que agora a entidade vivência o início de um novo ciclo de recondicionamento em que recebe o material e, depois de ser recuperado, ele vai voltar para uso da sociedade, possibilitando a inclusão digital, seja através de doações a entidades ou gerando valor para revenda em uma loja remaker. “Em nove anos, o CRC deixou um legado de 15 mil pessoas qualificadas por meio de cursos, 300 entidades beneficiadas com computadores e 3 mil jovens trabalhando em áreas ligadas à TI. Agora, o polo traz um CRC 2.0 tendo como principal diferencial um processo de manufatura reversa”, disse.

 

Novos passos já estão sendo planejados para engajar mais pessoas e empresas no desafio de destinar corretamente o material eletroeletrônico. Entre as iniciativas previstas, estão o lançamento de um aplicativo para indicar aos usuários como se desfazer dos equipamentos e o lançamento de um edital de seleção para 30 instituições receberem 400 Kits de computadores fruto de material coletado. Segundo o Polo de Formação e Reuso, a cada três computadores resgatados é possível montar um equipamento com plenas condições de funcionamento. Com o parque tecnologia do Recife, a expectativa é ainda maior, uma vez que os equipamentos se tornam obsoletos mais rápido.

 

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