Moradores da comunidade do Pilar aprendem Libras

O SoftexRecife promoveu aulas gratuitas para melhorar a comunicação entre a população de uma forma geral e as pessoas surdas ou com deficiência auditiva

 

A falta de comunicação pode se tornar um empecilho na vida em sociedade, no mercado de trabalho e até comprometer o acesso a serviços básico para as pessoas que não escutam. Foi pensando em quebrar essa barreira que o SoftexRecife realizou, em junho, um curso livre da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para ouvintes. A capacitação foi oferecida a 15 pessoas da comunidade do Pilar e as aulas aconteceram nas salas de reunião do centro de convenções do empresarial ITBC, localizado no Bairro do Recife.

 

A ação promoveu aulas gratuitas para melhorar a comunicação entre a população de uma forma geral e as pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Ministrada pela intérprete de libras coda, Jaqueline Martins, que é filha de surdos, a formação teve 20 horas de carga horária e aconteceu entre os dias 11 e 21 de junho. “Buscamos sensibilizar a comunidade para os desafios enfrentados pelas pessoas surdas e também aproximar os moradores da região da entidade, promovendo a inclusão social”, explicou Jaqueline Martins.

 

A capacitação apresentou os aspectos fundamentais da linguagem, como alfabeto, números, apresentações, simulações de conversas para encaminhamento a postos de saúde e serviços públicos em geral, entre outras situações. “Nossa intenção era capacitar as pessoas para desenvolver uma comunicação, um diálogo básico em contextos sociais simples e despertar o interesse pelo aprendizado da língua, que é um instrumento de comunicação importante e pode transformar a vida de pessoas surdas”, complementou Jaqueline Martins.

 

Em carta, os participantes do curso agradeceram a iniciativa. “Em nome da comunidade do Pilar, viemos agradecer por essa iniciativa do SoftexRecife, que tanto nos tocou. Infelizmente, por muitas vezes esse olhar não se apresenta para conosco, mesmo estando situado no centro do Recife e sermos sinônimo de existência e resistência desde a década de 70”, diz a mensagem. Eles concluíram o relato pedindo para estreitar mais os laços com a entidade: “Queremos que nossos laços se estreitem, que projetos como esse se façam cada vez mais presente, pedimos em especial que o Softex se permita conhecer e adentrar a comunidade do Pilar. Temos ciência que juntos temos muito a somar”.

 

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