Fórum de Competitividade mobiliza governo, empresas e entidades

Evento promoveu um debate sobre o último trabalho publicado pela Endeavor e sinalizou oportunidades para o Recife melhorar no ranking de competitividade e empreendedorismo.

 

Empresários de TIC e jovens empreendedores de startups lotaram o auditório do Edifício Apolo 235, no Bairro do Recife, na noite do dia 30 de janeiro, para debater formas de potencializar o ambiente de negócios na cidade. Eles participaram do Fórum de Competitividade de Recife: Onde Podemos Melhorar?, realizado pelo SoftexRecife, Assespro e Seprope. O evento promoveu um debate sobre o último trabalho publicado pela Endeavor e sinalizou oportunidades para o Recife melhorar no ranking de competitividade e empreendedorismo.

 

Na busca por soluções e colaboração mútua, o Fórum reuniu representantes do governo, empresas e entidades. Da mesa de discussão, fizeram parte o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, Bruno Schwambach; o presidente do Porto Digital, Chico Saboya; o regional manager da Endeavor Brasil, Pedro Almeida; e o presidente do conselho da AMCHAM Recife e superintendente do CESAR, Sérgio Cavalcante. Já a mediação do debate foi conduzida pelo presidente da Assespro PE/PB, Ítalo Nogueira.

 

Abrindo o encontro, Pedro Almeida apresentou o estudo desenvolvido pela Endeavor intitulado “Índice de Cidades Empreendedoras”, que avalia o ambiente de negócios nas principais cidades brasileiras. A seleção dos critérios para a pesquisa considerou o universo das empresas como um todo, sem se restringir a nenhum setor ou porte específico. Divulgado em setembro de 2017, o estudo está estruturado em sete indicadores temáticos: Ambiente Regulatório; Infraestrutura; Mercado; Acesso a Capital; Inovação; Capital Humano; e Cultura Empreendedora.

 

Almeida detalhou que a capital pernambucana ocupa 26ª posição no que se refere aos indicadores de Ambiente Regulatório e de Infraestrutura; 22ª em Mercado; 11ª em Acesso a Capital; 14ª em Inovação; 8ª em Capital Humano e 16ª em Cultura Empreendedora. A composição do resultado desses indicadores se refletiu no Índice geral de Cidades Empreendedoras e levou o Recife a sofrer a segunda queda consecutiva no ranking, saindo do 4º lugar em 2015, para 18º em 2016 e agora atingindo a 20ª posição em 2017.

 

Em sua análise, o presidente do Porto Digital, Chico Saboya, reconheceu a seriedade do trabalho realizado pelo Endeavor, mas preferiu ressaltar os indicadores em que a cidade mostrou melhor desempenho. “Nós estamos bem em três dos sete indicadores da pesquisa. Acho que devemos reforçar os atributos em que nos destacamos. Temos um capital humano que nos coloca na 8ª posição desse ranking. A inovação é o que mais procuramos fortalecer e nos coloca numa situação de uma experiência bem-sucedida no Brasil. Nós estamos na briga com as demais cidades e temos que seguir”, afirmou.

 

Já o secretário Bruno Schwambach frisou que, nesta segunda gestão, o prefeito Geraldo Julio buscou exatamente compor um governo voltado para pensar o futuro empreendedor da cidade e o seu desenvolvimento econômico. “A prefeitura está focando em ajudar na criação de um ambiente favorável ao empreendedorismo de forma sustentável e atrelada ao meio ambiente. Temos feito uma série de ações para melhorar o ambiente de negócios, como a instalação da Rede Sim, o comitê de desburocratização e a digitalização dos processos. Hoje, por exemplo, é possível abrir uma empresa na cidade em até 72 horas”, pontou.

 

Schwambach também colocou que é fundamental a mobilização da sociedade civil de forma a construir junto com o poder público as diretrizes do desenvolvimento econômico do Recife. “É muito importante definirmos que cidade queremos construir e, nesse sentido, a prefeitura criou a Agência Aries. A sociedade civil precisa participar disso, se juntar, mobilizar e criar um plano. É preciso definir quais os caminhos devemos perseguir e validar esse plano para que seja posto em prática por quem esteja no poder, independentemente da bandeira ou posição política”, propôs.

 

O debate seguiu por mais duas horas e também contou com a participação do público abordando diversas vertentes da temática, entre elas a necessidade de levar o mindset compartilhado pelo polo de TIC para outros setores econômicos. “O ambiente do ecossistema de TIC é diferente de toda a realidade do Estado. Temos que levar esse pensamento para os outros arranjos produtivos locais. O que vivenciamos aqui não há em outras áreas que ainda estão atreladas à velha economia e ao mesmo pensamento existente há décadas”, analisou o presidente do conselho da AMCHAM Recife e superintendente do CESAR, Sérgio Cavalcante.

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