Entrevista – Patrick Gouy

Softex – O que você espera para o seu setor em 2018?  

 

Patrick Gouy – Acho que 2018 será um ano melhor pela conjuntura da economia, que está se recuperando de forma lenta. Há sinais claros de melhora e isso vai se refletir no setor de tecnologia. Nos primeiros anos da crise econômica, 2014 e 2015, não sentimos os efeitos dela na RH3, inclusive registramos crescimento. Contudo, em 2016 e 2017, nós estagnamos. Mas, não ficamos parados. Nestes dois anos, a gente fez investimentos e agora, em 2018, esperamos começar a colher os frutos. Desenvolvemos novos produtos e vamos iniciar a sua comercialização.

 

Softex – A expansão nas suas vendas seria acompanhada de expansão no quadro de colaboradores?

 

PG – Sim, pretendemos ampliar nosso quadro. Embora tenhamos enxugado o nosso time nesses últimos dois anos, esperamos voltar a contratar se tivermos sucesso e emplacar os novos produtos. A nossa expectativa é aumentar entre 10 e 15% do quadro de funcionários da RH3.

 

Softex – No seu setor de TI, pode-se dizer que a recessão acabou?

 

PG – A recessão ainda não deu sinais claros de que efetivamente terminou. 2017 foi um ano muito difícil. Como atendemos um leque grande de empresas de diferentes setores, observamos uma retração generalizada nesse período mais forte da crise econômica. Houve diminuição de investimento em todas as áreas, com exceção da área de saúde que esteve um pouco mais ativa. Apesar disso, a expectativa para 2018 é boa. Estou otimista. Com a queda da taxa de juros, o dinheiro volta a circular e as empresas vão começar a investir. Eu acredito em uma melhora a partir do segundo trimestre do ano. Já no terceiro e quarto trimestres, vamos sim registrar um crescimento no setor.

 

 

Softex – Quanto aos preços dos seus produtos/serviços, que comportamento você espera em 2018? Aumenta, reduz ou fica estável.

 

PG – A inflação deu uma trégua em 2017. Com isso, acredito que vamos conseguir ter uma margem melhor para diminuir os preços e alavancar as vendas. Hoje, os custos estão sob controle e voltamos a ter margem para negociar. Nos últimos três anos, isso foi impossível. Todos os custos haviam subido e a maioria das empresas optou por não repassar isso ao mercado. Agora, com a inflação desacelerada, cria-se um cenário para que as companhias sejam mais agressivas.

 

Softex – Há algum fato que pode alterar completamente as suas previsões?

 

PG – A política brasileira pode colocar em risco a retomada do crescimento econômico. A trajetória de saída da crise, que hoje estamos vivendo, pode mudar se as reformas não forem votadas, as contas públicas não forem colocadas em dia e se o processo eleitoral se tornar turbulento. A geopolítica internacional é outro fator que pode influenciar nosso cenário econômico, com a elevação do dólar e as mudanças nas políticas comerciais dos Estados Unidos. As novas leis tributárias aprovadas por Trump podem levar os investidores internacionais a se voltarem para o mercado americano. Com isso, teríamos menos investimentos externos aqui no Brasil. A reforma tributária dos EUA reduz o imposto pago pelas empresas de 35% para 21%.

 

 

 

 

 

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