Rec’n’Play: mesa debate computação cognitiva na visão da academia e do mercado

Evento reuniu representantes de instituições do polo de TIC, da Universidade Federal de Pernambuco e de empresas de tecnologia

 

Representantes da academia e do mercado se encontram no Rec’n’Play para discutir sobre inteligência artificial e computação cognitiva. O evento, que teve a curadoria do SoftexRecife, aconteceu no primeiro dia do festival, no auditório do empresarial ITBC, no Bairro do Recife. O público lotou a sala para acompanhar o debate que contou com a participação de Gerino Xavier (Seprope), Alcides Pires (SoftexRecife), Domingos Monteiro (Neurotech), Gustavo Alves (Pitang), e os professores da UFPE George Darmiton e Ing Ren Tsang.

 

Doutor em Ciência da Computação, George Darmiton falou sobre a presença, cada vez maior, da inteligência artificial no cotidiano das pessoas. Também colocou que o uso de aprendizagem de máquinas está ligado a três princípios fundamentais. O primeiro é que um processo de aprendizado de máquinas só se faz necessário para tentar inferir o futuro, olhando o que ocorreu no passado. Depois, é preciso ter dados para serem analisados e haver um padrão.

 

Embora já exista a bastante tempo, a aprendizagem de máquina, segundo o professor, explodiu recentemente porque o momento é propício: há muitos dados disponíveis e os algoritmos amadureceram. Mas, ele ressaltou que o foco não deve estar na tecnologia em sim. “Quanto mais se aprende sobre inteligência artificial, mais retroalimenta o ciclo, melhorando o processo. Acredito, inclusive, que o foco não deve estar na tecnologia nem no algoritmo, mas na melhoria do processo”, frisou Darmiton.

 

Há 15 anos atuando no mercado, Domingos Monteiro (CEO da Neurotech) concordou que o foco não deve estar na tecnologia. Contudo, colocou que as atenções devem sim estar voltadas para o problema. “Se não fosse o Cesar ter colocado um bom problema para a Neurotech resolver, nós não existiríamos. Hoje, estamos num processo para nos tornarmos um scale-up e passamos a focar no problema. Com isso, chegamos a crescer 40% mais. Agora, com essa abundância de dados, há bons problemas para serem atacados”, disse.

 

Reforçando seu argumento, Monteiro citou um case recente na área de seguros para veículos. “Hoje, 40% dos seguros de veículos que são avaliados no Brasil usam uma solução da Neurotech. Roubo e furto é um problema que consome um terço da operação da seguradora e não existiam dados estruturados sobre isso. Fomos desafiados por uma seguradora e conseguimos criar uma solução que dá 5x mais precisão do que a anterior se uma apólice vai ou não sofrer problemas de roubo e furto”, detalhou.

 

Já o professor do Centro de Informática Ing Ren Tsang colocou que a academia e o mercado atuam de forma complementar. Sobre a tecnologia, ele agregou o aspecto da visão computacional, explorando os quatro problemas principais dela: detecção (de indivíduos ou atividade), reconhecimento (pessoa, objeto, etc), rastreamento (onde está), definição do que se está fazendo. Ele acredita que as cidades, em breve, estarão todas monitoradas e interligadas, fazendo com que as pessoas percam privacidade, mas ganhem em transparência.

 

Gustavo Alves (Consult Advisor DevOps da Pitang) destacou ainda que existem muitos gaps no processo de aplicação das técnicas que envolvem inteligência artificial. “A gente percebe que existem tecnologias fáceis e abertas para serem usadas. Mesmo assim, ainda existe um gap. É preciso fazer certas atividades para aplicar uma técnica de I.A. Por exemplo, é de fundamental importância fazer a captura desses dados, a purificação deles, o tratamento da informação até chegar no ponto de usar APIs para alcançar o resultado que a indústria quer”, explicou.

 

Os presidentes do Seprope e do SoftexRecife, Gerino Xavier e Alcides Pires, respectivamente, fecharam o evento ressaltando das empresas focarem no problema do cliente e da importância de tornar a linguagem mais acessível para que estes compreendam o produto e consigam enxergar o valor. Além disso, reforçaram o fato de se ter o compromisso de devolver para sociedade de alguma forma o conhecimento adquirido.

 

 

 

 

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