SoftexRecife dá pontapé inicial ao projeto de construção de case com computação cognitiva

Empresas de TI de Pernambuco desenvolverão, de forma conjunta, uma plataforma digital de interação entre o público e o Paço do Frevo

 

Os empresários do polo de TIC de Pernambuco deram início, nesta segunda-feira (04), aos trabalhos para criar um case de computação cognitiva que vai aumentar a interação entre o público e o Paço do Frevo. O pontapé inicial foi dado pelo SoftexRecife, que coordena o projeto com o apoio do Seprope e Assespro, durante um evento na sede do centro cultural, no Bairro do Recife. O kick-off reuniu cerca de 50 pessoas, entre executivos e profissionais das empresas de tecnologia e do Paço que estão participando da iniciativa.

 

Na abertura do evento, o presidente do SoftexRecife, Alcides Pires, destacou que o projeto surgiu de uma demanda coletiva a partir de um grupo de interesse sobre o tema, ganhando corpo devido ao empenho das companhias. “Agradeço a todos pela participação massiva e o apoio das entidades. Juntos podemos fazer este projeto piloto e transformar a experiência em conhecimento para as empresas e novos negócios que beneficiarão a sociedade”, afirmou.

 

Pires também ressaltou a importância do Paço do Frevo em integrar a iniciativa, pois o museu reúne elementos da cultura popular e pode manter um relacionamento vivo com o Porto Digital, já que sua sede fica no coração do Recife Antigo. “Todos os recifenses têm um carinho especial pelo Bairro do Recife. Ele é a sede do nosso Carnaval. E, o Paço do Frevo é o lugar onde se guarda a chama do carnaval para acender a fogueira de Momo no ano seguinte”, frisou.

 

Responsável pela gestão do museu, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) colocou o espaço à disposição do grupo, assim como a equipe de profissionais do centro. “Estamos colocando à disposição de vocês esse ícone do Recife que é Paço do Frevo. Usem desse conteúdo e do espaço. Vocês também podem contar com nossa equipe de colaboradores. Para nós, é satisfatório e empolgante participar desse projeto”, disse diretor Executivo do IDG, Henrique Oliveira.

 

A plataforma digital a ser desenvolvida pelo grupo terá como base o sistema de computação cognitiva Watson, da IBM. Os participantes da iniciativa passarão por um treinamento oferecido pela própria IBM para potencializar manuseio do sistema e suas funcionalidades. “Esse é um projeto inovador. Não tenho dúvidas que vamos ter aqui as grandes empresas que vão produzir várias soluções e se tornarão parceiros estratégicos para gente”, disse a executiva da IBM, Catarina Veigas, na abertura do Kick-off em Recife.

 

Projeto – O kick-off do projeto sege até a quarta-feira, dia 6 de setembro, sendo mediado pela equipe do Cesar. Além da abertura oficial, o primeiro dia de trabalho foi marcado pela apresentação de uma pesquisa feita no museu para identificar os públicos que frequentam o espaço, as características da visitação, necessidades existentes, entre outras informações. Os participantes também foram divididos em grupos para iniciar o processo de gerar as ideais.

 

O segundo dia e parte do terceiro são dedicados ao desenho e refinamento dos protótipos. Já na quarta-feira à tarde, dia 06 de setembro, haverá a definição das três ideias que serão desenvolvidas. Nas 12 semanas seguintes, três grupos – formados por engenheiros, designers e outros profissionais – vão desenvolver essas experiências. A cada quatro semanas, será realizado um encontro aberto para que os grupos falem o que está acontecendo, informem o planejamento dos próximos dias e iniciem os testes junto ao público. A expectativa é apresentar a plataforma de digital no final de novembro.

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