Projeto de Robótica do Softex completa um ano de atividade

Um dos grandes diferenciais da iniciativa está no fato de que os jovens aprendem a programar e construir seus próprios robôs do zero com uso de sucatas

 

Introduzir estudantes, professores da rede pública e toda uma nova geração no mundo da criatividade, inovação e ousadia de resolver problemas para melhorar a vida das pessoas. Esse é o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo projeto de Robótica Livre do SoftexRecife, que acaba de completar um ano de ação e já acumula resultados positivos. Pela iniciativa, passaram cerca de 40 pessoas, entre professores e alunos da rede púbica com idades de 9 a 14 anos.

 

“Estamos ajudando a expandir as oportunidades para crianças e adolescentes desenvolverem todo o seu potencial criativo e inovador, através da tecnologia. A robótica desperta o fascínio dos estudantes e estimula o aprendizado de forma mais envolvente. Como entidade e integrante do polo de TI, é gratificante contribuirmos para o futuro da nova geração, assim como para o fortalecimento da sociedade”, disse o diretor executivo do SoftexRecife, Eduardo Paiva.

 

Segundo ele, um dos grandes diferenciais da iniciativa está no fato de que os jovens aprendem a programar e construir seus próprios robôs do zero e com o uso de materiais disponíveis. Isso significa que eles utilizam sucatas, placas de computadores descartadas, aparelhos eletrônicos velhos, etc. “Existem escolas que utilizam equipamentos de robótica ligados a marcas, tornando a experiência limitada. Mas, aqui, nós ensinamos a robótica livre e não há limites para imaginação, pois as crianças aprendem a buscar as respostas”, explica Paiva.

 

Realizadas em parceria com a plataforma colaborativa Robô Livre, as aulas do projeto acontecem no Laboratório de Robótica do empresarial ITBC. Ao todo, foram formadas duas turmas de professores e duas compostas por crianças. Com os educadores, os treinamentos tiveram em média 20 horas/aulas de duração e aconteceram nos meses de junho e julho deste ano. A oficina teve o objetivo de capacitar os professores a usarem laboratórios e outros instrumentos de tecnologia já existentes nas unidades de ensino.

 

Já os jovens passam por um processo de formação durante seis meses, com aulas acontecendo uma vez por semana no laboratório. Entre os principais beneficiados com a iniciativa estão os pequenos moradores da comunidade do Pilar, no Bairro do Recife. Agora, novas turmas estão em andamento e, no último dia 30 de agosto, as crianças apresentaram alguns dos projetos desenvolvidos no curso do SoftexRecife no evento Robô Play, realizado pelo Shopping Tacaruna, dentro do centro comercial.

 

Bicicleta inteligente – Com o apoio do Laboratório de Robótica do SoftexRecife, os estudantes da rede municipal de Camaragibe, Kesse Texeira e Inoã Pereira, de 16 anos, também se destacaram ao desenvolver o projeto de um dispositivo para alertar motoristas sobre o risco de acidente entre bikes e carros. O protótipo foi exposto na XI Semana Municipal de Ciência e Tecnologia, no Recife; e na 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), maior feira brasileira pré-universitária. O invento chegou a ser destaque no Diário Oficial de São Paulo.

 

Benefícios – A robótica entrou nas escolas, como forma de ajudar as crianças a desenvolver habilidades, a exemplo do raciocínio, poder de concentração, criatividade, resolução de problemas, capacidade de projetar e planejar, trabalho em equipe, coordenação motora, além de demonstrar na prática conceitos científicos. Interdisciplinar, a robótica permite trabalhar – de forma mais interessante – conteúdos formais da escola. Como consequência, os estudantes melhoram as notas e aumentam o interesse nas aulas.

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